quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PCMSO - Programa de Controle Médico e Saude Ocupacional por Gabriel Guerreiro

Emgetis cumpre etapa do Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional

Em cumprimento a mais uma etapa do Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional (PCMSO), funcionários da Empresa Sergipana de Tecnologia da Informação (Emgetis) estão participando de consulta com o médico do trabalho Adail Barbosa. De acordo com ele, em cada fase estão sendo atendidos de 20 a 25 funcionários.
“Nós estamos atualizando os exames periódicos anuais e fazendo toda a rotina para emissão do Atestado de Saúde Ocupacional. A finalidade é rastrear doenças ocupacionais e, caso sejam diagnosticadas, orientar para o tratamento”, pontua o médico.

Legislação
A gerente da Área de Pessoal da Emgetis (Arpes), Ana Paula Correia, afirma que, com esta ação, a empresa permanece cumprindo normas de segurança e medicina do trabalho. “Estamos atendendo à legislação, pois os exames periódicos têm que ser feitos anualmente. Todos os funcionários estão sendo convocados a participar dos exames e consultas médicas, inclusive os que estão cedidos a outros órgãos”, diz.
Após realizarem os exames periódicos na sede da empresa, através dos serviços de unidade móvel de uma clínica, os 138 funcionários da Emgetis estão recebendo instruções médicas sobre como tomar medidas de precaução que evitem doenças ocupacionais.
O Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional (PCMSO) é uma ação com caráter preventivo, pois pode detectar precocemente doenças causadas pela atividade profissional, além de ajudar a esclarecer os riscos que cada profissão traz a saúde. Esses riscos são classificados em quatro tipos: ergonômico, físico, químico e psicológico.

Acesso em 07/12/2016
Disponível em http://emgetis.se.gov.br/index.php/todas-as-noticias/587-emgetis-cumpre-etapa-do-programa-de-controle-medico-em-saude-ocupacional

Programa de Prevenção Respiratória por Gabriel Guerreiro

Fundacentro realiza curso de Proteção Respiratória

PPR, criado pela instituição, instrui sobre a seleção e uso de respiradores e é a base da formação realizada

A Fundacentro realiza o curso proteção respiratória de 23 a 27 de março, das 9h às 17h. Serão abordados os principais tópicos da legislação brasileira sobre proteção respiratória; conceitos técnicos, seleção de respiradores conforme o Programa de Proteção Respiratória - PPR, ensaios de vedação e o conteúdo mínimo de um PPR.
“Um respirador só dará a proteção que se espera dele se for usado dentro do Programa de Proteção Respiratória, seguindo todos os critérios técnicos de seleção e depois envolvendo os usuários para fazer os ensaios de vedação”, explica o coordenador técnico do curso, Antônio Vladimir Vieira, que é chefe do Serviço de EPI (Equipamento de Proteção Individual) da Fundacentro.
Os respiradores são utilizados em ambientes com poeiras, gases e vapores. Durante o curso, haverá exercícios práticos com exemplos de situações de trabalho e tipos de respiradores a serem usados. O fator de proteção de um respirador só é alcançado com a seleção correta, o trabalhador treinado, o respirador bem ajustado e a utilização dele durante todo o tempo em que se está na área contaminada.

Acesso em 07/12/2016
Disponível em http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2015/2/fundacentro-realiza-curso-de-protecao-respiratoria

Plano de Prevenção Radiologica - Por Gabriel Guerreiro


Transporte de urânio a Salvador é realizado uma vez ao ano
Logística toma dois meses de trabalho da Coordenação de Proteção Radiológica e inclui escolta federal


A CPRAT.M, Coordenação de Proteção Radiológica das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), tem com incumbência tratar dos assuntos relacionados aos licenciamentos, segurança e medicina do trabalho, meio ambiente, relação com a comunidade e, além disso, à logística necessária para o transporte anual da produção ao porto de Salvador (BA).
Apesar dos níveis de radiação encontrados no minério da mina Cachoeira, por vir de fonte natural, não há possibilidade de doses letais mesmo pela exposição contínua, contudo, todos na mineradora, inclusive visitantes, passam por um treinamento de segurança. Na operação, 100% do efetivo utiliza controladores de radiação individuais para que haja a checagem dos níveis radioativos.

Segundo a legislação federal, a dose anual limitante de radiação é de 50 milisievert por pessoa, ou 20 milisievert no período de cinco anos, ou seja, em cinco anos ninguém pode extrapolar os 100 milisievert.  No caso da mineradora, por exemplo, uma pessoa que trabalha com o enchimento do tambor do produto final atinge anualmente a marca máxima de 3 milisievert e isso, em dois anos de trabalho, equivale à mesma radiação recebida em uma sessão de raio-X dentário, explica o coordenador Pedro Luís dos Santos Dias.
 Licenciamento

Para a operação da INB, de acordo com as normas da CNEN, são necessárias cinco autorizações para as atividades: aprovação de local; licença de construção/implantação; licença para trabalho com material nuclear; autorização de operação inicial; e autorização de operação permanente.

Somente em 2012, foram atendidas oito inspeções da CNEN, duas do Ibama e uma do INEMA. Além dessas, a INB também teve uma da Polícia Federal, uma da Vigilância Ambiental Municipal, uma visita técnica do SIPRON, uma da CESAT, uma da Secretaria de Saúde Municipal, uma da DIRES e, por fim, uma do Ministério do Exército. Segundo a empresa, esses números mostram a quantidade de fiscalizações, tornando-se necessária uma mudança na estrutura gerencial, visando dar maior eficiência ao atendimento a essas exigências.

Segurança

No âmbito da segurança do trabalho, a mineradora ressalta a manutenção dos programas de gerenciamento de riscos e de proteção respiratória e conservação auditiva, e das recomendações da Norma Regulamentadora 10 (segurança em instalações e serviços em eletricidade), 13 (caldeiras e vasos de pressão) e 33 (segurança e saúde nos trabalhos em espaço confinado).

Segundo a empresa, nesse ano, a equipe de segurança do trabalho apoiou a gestão 2011/2012 da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na Mineração (CIPAMIN) através de orientações técnicas e realização do treinamento complementar previsto na Norma Regulamentadora 22 (segurança e saúde ocupacional na mineração), com a participação de 51 integrantes da comissão, abrangendo representantes das empresas prestadoras de serviços.

Deu-se também prosseguimento aos treinamentos iniciais e anuais dos empregados capacitados e autorizados para desenvolverem atividades em espaços confinados e dada sequência na elaboração ou revisão de 25 instruções operacionais, cujas atividades ainda não estavam descritas conforme o sistema da garantia da qualidade da URA. No segundo semestre do ano passado foram reiniciados os diálogos diários de segurança na manutenção.



INB mantém em Caetité viveiro de mudas com espécies nativas da região

Com relação a acidentes com afastamento, 2012 foi um ano em que os empregados assimilaram bem os procedimentos a serem seguidos, pois não houve durante o ano nenhum acidente com afastamento e somente 24 sem afastamento. O número atual acumulado de homens-hora trabalhadas sem acidente com afastamento somando funcionários próprios e terceirizados foi de 265.500 HHT.

Em relação número de homens-hora trabalhadas sem acidente com afastamento somente contabilizada levando em consideração os funcionários próprios, foram 835.902 HHT, isso é creditado aos programas realizados no ano passado, em principal: treinamento em segurança ocupacional procurando desenvolver nos empregados a cultura prevencionista; utilização da ferramenta de Análise Preliminar de Riscos (APR), técnica para realização de todos os serviços da empresa; realização de constantes simulados alternados da brigada de emergência de combate a incêndio, resgate de acidentados na usina e na mina, vazamento, etc.; acompanhamento constante do SESMT na execução das tarefas realizadas nas áreas operacionais e administrativas; registro de desvios comportamentais pelo SESMT, propondo ações corretivas e preventivas; e, por fim, execução do plano de inspeções de equipamentos e dispositivos de segurança.

Quanto ao quesito investimento, em segurança, no ano passado foram R$ 355.160,90 dispendidos, enquanto para 2013 e 2014, respectivamente, o valor a ser gasto será de R$ 1.181.470 e R$ 660.000.

Medicina do Trabalho

Na INB, em 2012, continuaram-se as atividades referentes à medicina do trabalho, com o mantenimento do programa de proteção respiratória e a execução de exames auditivos em empregados expostos a ruídos, em atendimento ao programa de conservação auditiva. Para as atividades em espaços confinados, houve constante avaliação dos parâmetros vitais de todos os trabalhadores envolvidos antes do início de cada atividade.

O serviço médico-ambulatorial presta ainda atendimento à população moradora no entorno da unidade, abrangendo as comunidades do Riacho das Vacas, Barreiro, Juazeiro, Cercadinho, Carambola e Maniaçu, todos no a Bahia, num total de 82 atendimentos comunitários.

Foram ao todo, no ano passado, 2162 atendimentos ambulatoriais, 82 sociais, 401 exames clínicos, 45 treinamentos em primeiros socorros, 60 avaliações respiratórias, 202 de audiometria, 152 de espirometria, além de quatro palestras sobre saúde ministradas pela INB.

Acesso em 04/12/2016 
Disponivel em http://www.revistaminerios.com.br/EdicoesInt/952/28/Transporte_de_uranio_a_Salvador_e_realizado_uma_vez_ao_ano.aspx 

Samu conclui Programa de Prevenção de Riscos Ambientais dos servidores por Gabriel Guerreiro

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) concluiu esta semana a elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). O setor de Saúde Ocupacional do Samu vai realizar diversas ações cujo objetivo é garantir a saúde e a integridade física dos funcionários, por meio de ações preventivas capazes de antecipar, reconhecer e controlar riscos ambientais existentes na instituição.
O programa foi realizado pela equipe do setor de Saúde Ocupacional sob a supervisão do engenheiro de segurança do trabalho Wilson José de Souza. A equipe inicialmente realizou o mapa de risco da instituição com o reconhecimento detalhado dos locais e de suas estruturas e dos riscos, as quais cada profissional está exposto. Em seguida, foi realizada uma pesquisa que detectou os riscos ambientais.
“Cuidar da saúde de nossos socorristas é uma prioridade do Samu e da Secretaria da Saúde”, ressaltou o gerente do Samu Maceió, Carlos Adriano Silva dos Santos, destacando ainda a importância do PPRA para o bem estar dos profissionais. “Por meio do mapa de risco e do PPRA o Samu programará treinamentos e capacitações e implementações de programas que previnem doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, cujo objetivo é orientar o servidor sobre a postura correta no ambiente de trabalho e como evitar acidentes de trabalho. Também serão realizadas, se necessário, reformas estruturais (físicas) para garantir a perfeita saúde e bem estar de nossos profissionais”, concluiu Carlos Adriano.
“O PPRA visa preservar o trabalhador dos riscos envolvidos no exercício do seu trabalho, como por exemplo, ruídos, temperaturas extremas, exposição a vírus e bactérias, postura ergonômica, risco de acidente, entre outros”, explicou o engenheiro.
De acordo com os dados levantados pelo setor de Saúde Ocupacional, o tipo de acidente mais comum no Samu é o ferimento com objetos perfuro-cortantes, ou seja, bisturis, agulhas contaminadas e cateteres de infusão.
“No caso desse tipo de acidente, além do corte que pode levar às infecções, existe o risco de contaminação biológica por exposição a vírus e bactérias”, destacou a enfermeira do trabalho Angela Goretti Santo Costa, que supervisionou a elaboração do mapa de risco e participou da implantação do PPRA da instituição, destacando ainda a importância do uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a prevenção de acidentes.
“O uso correto de máscaras, luvas, botas, óculos de proteção, protetores auriculares e uniformes completo é imprescindível para prevenção de acidentes e garante a confiança necessária para que nossos socorristas realizem seu trabalho diário com segurança”, concluiu Angela.
Ainda de acordo com o relatório apresentado no PPRA, as principais doenças encontradas entre os funcionários sãos as Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs), que são causadas principalmente por movimentos repetitivos, além de postos de trabalhos inadequados (o que está sendo modificado), fazendo com que o trabalhador fique em posturas incorretas por muito tempo.
Os DORTs se manifestam como fortes dores principalmente nos membros e nas costas e podem evoluir para lesões neuro-ortopédicas como as tendinites, que são inflamações nos tendões, as epicondilites, que são inflamações nos cotovelos e síndrome do túnel do carpo, que é a inflamação do nervo na região do punho, entre outros.

Acesso em 04/12/2016
Disponivel em  http://painelnoticias.com.br/geral/21768/samu-conclui-programa-de-prevencao-de-riscos-ambientais-dos-servidores

PCA - Aumenta a demanda pelo Programa de Conservação Auditiva do Seconci-SP por Gabriel Guerreiro

Cerca de 360 milhões de pessoas no mundo sofrem com alguma perda auditiva, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), e metade dos casos poderiam ser evitados por meio de simples práticas de prevenção. O hábito mais perigoso é o uso de fones de ouvido com volume alto, que causa lesões irreversíveis, outra preocupação são os locais de trabalho com muito barulho. Com a proposta de contribuir para que as empresas criem ações voltadas aos trabalhadores expostos a altos níveis de ruído, o Seconci-SP (Serviço Social da Construção), oferece o Programa de Conservação Auditiva (PCA), serviço cuja procura registrou expressivo aumento no primeiro trimestre do ano.
O PCA oferecido pela entidade é especializado para a realidade do canteiro de obras, ambiente que concentra máquinas e equipamentos muito ruidosos como serras elétricas e britadeiras. A implantação do programa colabora para que as empresas do setor estejam de acordo com as obrigações legais, conforme as Normas Regulamentadoras 7, 9 e 15 e a Portaria 19 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), além da ordem de Serviço 608/91 do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
“Quando a exposição a sons altos é constante, não há tempo para o ouvido se recuperar e a lesão se torna permanente, causando a perda auditiva irreversível. Isso acontece porque, diferentemente de outros órgãos, as células ciliadas do ouvido não se regeneram e deixam de enviar estímulo ao cérebro. Consequentemente, há a diminuição da audição”, explica a gerente médica ocupacional do Seconci-SP, dra. Xiomara Salvetti.
O serviço realizado pelo Seconci-SP começa com a realização de audiometria em todos os funcionários expostos ao ruído, com o objetivo de identificar se há perda auditiva e de qual tipo, uma vez que certos casos não são decorrentes do ruído e sim de outras causas e necessitam da avaliação de um otorrinolaringologista.
As audiometrias devem ser realizadas no momento da contratação do funcionário, seguido de avaliações seis meses após a admissão e também anualmente, podendo este intervalo ser reduzido a critério médico. A equipe de médicos e fonoaudiólogos realiza um rastreamento evolutivo das audiometrias verificando em quais casos houve desencadeamento, estabilização ou agravamento da perda auditiva. A engenharia faz uma avaliação criteriosa dos níveis de ruído quais os trabalhadores estão expostos.
Após a análise feita por médicos, engenheiros e fonoaudiólogos, é apresentado um controle audiométrico criterioso, que vai nortear as ações de cautela a serem adotadas, como medidas de controle da engenharia da empresa, medidas administrativas, uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de ações de educação e prevenção.
Os EPIs diminuem o impacto dos sons e possuem alta tecnologia para garantir a segurança de quem os usa. “No caso dos carpinteiros, por exemplo, o uso da serra circular pode ser feito em um local mais afastado dentro do canteiro de obra, diminuindo os riscos aos demais trabalhadores que atuam no local”, exemplifica a dra. Xiomara.
“É preciso estar atento aos sinais que o organismo dá e as principais dicas são: nunca ser negligente aos cuidados com o aparelho auditivo e jamais subestimar os barulhos existentes. Os sintomas não são bruscos, porém progressivos, como zumbido, perda de audição, tonturas, sensação de pressão no ouvido e impressão de escutar, mas não entender o que foi dito. Estes são alguns indícios de que a saúde auditiva deve ser investigada por um especialista”, conclui a médica.

Acesso em 04/12/2016
Disponível em http://saudebusiness.com/noticias/aumenta-demanda-pelo-programa-de-conservacao-auditiva-seconci-sp/

AET- Analise Ergonômica de Trabalho por Gabriel Guerreiro


Trabalho e danos: MPT em SP abre 3 ações diárias por doenças e acidentes

Órgão somou 1,1 mil processos em 2015; maiores tramitam em Campinas.
Vítimas relatam calvário por direitos e estatísticas impactam gastos do INSS


O Ministério Público do Trabalho (MPT) registra média de três processos por dia, no estado de São Paulo, para investigar empresas onde trabalhadores foram afastados em virtude de acidentes ou doenças ligadas às atividades. As estatísticas de 2015 obtidas pelo G1, por meio das procuradorias paulistas, se refletem no calvário de famílias à espera de indenizações e despesas extras pagas pela União por causa da negligência de parte dos empregadores.
Entre os 1,1 mil procedimentos instaurados contra companhias públicas e privadas no ano passado, o MPT somou 1 mil na Grande São Paulo e Baixada Santista; enquanto os demais foram abertos no interior. O total é o dobro do contabilizado durante 2013.

Na região de Campinas tramitam as maiores ações ajuizadas no estado até abril. Elas foram propostas em 2012 pelo procurador do trabalho Sílvio Beltramelli Neto e cobram R$ 30 milhões para compensar danos sofridos por 6,4 mil funcionários da Pirelli (fabricante de pneus em Campinas), AmstedMaxion (companhia de Hortolândia especializada em fundição e equipamentos ferroviários), e da Eaton - Divisão Transmissões (produz peças mecânicas para veículos, em Valinhos). Veja abaixo detalhes dos processos e as versões das três empresas.
De acordo com o MPT, cada processo leva média de cinco a dez anos para ser julgado, em virtude do tempo para análise de todos os recursos disponíveis. Com isso, explica Beltramelli Neto, professor de Direitos Humanos pela PUC-Campinas, o órgão busca acordos para tentar minimizar o drama das vítimas e obrigar os empregadores a fazerem correções e melhorias.

Na avaliação dele, a criação de medidas que preservam a saúde e segurança dos trabalhadores ajudam as companhias a manterem produtividade, além de evitar mais problemas e falhas.

"O MPT sempre privilegia a solução que parta do próprio investigado, caso ele conclua que existe irregularidade. Por muitas vezes, ele se propõe a realizar as adequações espontaneamente e você não precisa da ação. O absenteísmo também gera agravo econômico ao empregador. Ou ele sobrecarrega quem fica e essa pessoa vai adoecer em algum momento, ou precisa contratar para substituir", explica Beltramelli Neto


 Inemilson Santana Lima, 51 anos, deixou Piritiba (BA) em 1991, região da Chapada Diamantina, para acompanhar um dos dez irmãos no famigerado propósito de construir uma "vida melhor". Deixou o resto da família para trás e decidiu, por acaso, arriscar-se na carpintaria em Campinas.

Ele diz que aprendeu o ofício por causa das ausências de colegas na labuta, embora tenha sido contratado para ser ajudante numa empresa de construção civil. Com retórica que mistura arrependimento e inconformismo, Lima relembra o acidente em que perdeu o braço esquerdo, sofreu queimaduras no rosto e lhe obrigou a descobrir novos significados sobre autoestima.

"Quando a minha esposa chegou ao hospital, eu perguntei se ela me aceitaria do jeito que eu estava. Ela virou e me disse que a vida continuava... Você sai de casa sadio, feliz da vida e acorda daquele jeito, todo arrebentado e ensanguentado", lamenta. Lima levou uma descarga elétrica quando trabalhava na reforma de um imóvel, no Centro, onde há uma agência bancária.
Para não ficar depressivo e pensando bobagem, eu ajudo as pessoas do meu bairro. Faço pequenos serviços de pedreiro. Aí dá para ganhar R$ 20, R$ 50"
Inemilson Lima
carpinteiro

O carpinteiro admite que não usava equipamentos de proteção, e tampouco os itens teriam sido exigidos pelas empresas que lhe pagariam pelo serviço executado no dia em que planejava folga. À época, Lima preferiu adiar o descanso para ganhar R$ 50 a mais e "tentar um agrado" para a mulher.

"Eu tive de fazer sete enxertos de pele, três deles no rosto e quatro no peito. Depois eu tive que voltar ao Hospital Mário Gatti porque o ferimento não estava cicatrizando e foi necessário cortar mais um pedaço do braço. Uma tortura", reforça com mãos ao rosto.

Enquanto caminha pelo Largo do Pará, no Centro de Campinas, o carpinteiro diz que costuma ver pelas ruas da cidade inúmeras situações em que trabalhadores são expostos a riscos. "É erro do próprio funcionário não exigir segurança. As empresas não entregam os equipamentos e ele fica com receio de falar, ser criticado e mandado embora na sequência", pondera Lima.

À espera de um desfecho no processo que tramita desde 2003 para pedir indenização pelos danos sofridos, Lima dedica o tempo livre em manutenções para vizinhos no distrito do Ouro Verde. Orgulha-se dos calos na mão direita, como provas de superação durante a trajetória.

"Para não ficar pensando bobagem, eu ajudo as pessoas do meu bairro, faço pequenos serviços de pedreiro. Aí dá para ganhar R$ 20, R$ 50... É uma tristeza esperar essa decisão da justiça", conta ao adiantar que planeja usar o dinheiro para custear as faculdades dos dois filhos. Atualmente ele diz se manter com cerca de R$ 750 pagos pela Previdência Social.

"Já tive dificuldades com falta de comida, corte de energia e água. Hoje, ela [mulher] trabalha e eu fico em casa, já que não consigo emprego", lamenta ao ressaltar que sonhava em voltar à Bahia.

Acesso em 06/12/2016
Disponível em http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/05/trabalho-e-danos-mpt-em-sp-abre-3-acoes-diarias-por-doencas-e-acidentes.html

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Plano de Proteção Radiológica, por Tiago Adan



Comissão Regional da NR 32 realiza palestras para implementação da norma


Em 2015, publicação voltada para a segurança e saúde dos trabalhadores da Saúde faz 10 anos

Por ACS/C.R. em 16/09/2015
No mês de novembro, a NR-32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde) faz 10 anos. Além de estabelecer as diretrizes básicas para medidas de proteção aos trabalhadores dessa área, a norma regulamentadora criou a Comissão Tripartite Permanente Nacional (CTPN) da NR-32 e suas versões regionais, com o objetivo de atuarem para sua implementação. Assim, este ano, a Comissão Tripartite Paritária Regional do Estado de São Paulo (CTPR/SP) tem realizado palestras nas quais são discutidas dúvidas e a implantação. A Fundacentro, em São Paulo, foi palco deste debate no mês de agosto.
A CTPR/SP da NR 32 é única no Brasil e coordenada pelo auditor Albino Sampaio, da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em São José dos Campos/SP. “Nosso objetivo é suprir a CTPN, mostrando as dúvidas para a NR ser implantada e levar esclarecimentos aos empregadores, trabalhadores e aos auditores, diante de interpretações divergentes que existem”, explica a coordenadora da Bancada dos Empregadores, Lucinéia Nucci.
No primeiro encontro, houve uma discussão sobre risco biológico. Nesse segundo, o diretor técnico da Fundacentro, Robson Spinelli, falou sobre radiações ionizantes. São diversas aplicações na área médica: radiodiagnóstico (equipamentos de raios X convencionais, equipamento de raios X odontológico, hemodinâmica, mamografia, tomografia computadorizada, densitometria), medicina nuclear e radioterapia.
Segundo o Comitê Científico das Nações Unidas sobre Efeitos da Radiação Atômica (UNSCEAR – sigla em inglês), não há “uma dose ‘segura’ de exposição à radiação sob o ponto de vista genético, sendo que qualquer exposição à radiação pode envolver um certo risco de indução de efeitos hereditários e somáticos”.
Spinelli destacou a importância do Plano de Proteção Radiológica – PPR e explicou que hoje em dia se fala de proteção radiológica de forma mais ampla. A NR 32 pede equipamento de proteção para o trabalhador e para o público. Por exemplo, aventais e protetores de tireóide de chumbo. Ele também esclareceu dúvidas sobre os dosímetros, os quais mensuram a dose (quantidade de radiação) que o trabalhador recebeu, e recomendou que o equipamento seja colocado dentro do avental.
Essas informações possibilitam que trabalhadores e empregadores se adequem à norma. “Levamos, assim, a segurança e saúde aos profissionais. Trabalhamos em conjunto, de forma tripartite, para que as divergências sejam resolvidas”, avalia o representante da Bancada dos Trabalhadores, José Souza da Silva.
Representante da Fundacentro na Bancada do Governo, a psicóloga Tereza Luiza Ferreira dos Santos aponta que há uma carência de informações sobre radiações ionizantes no setor. Avalia que também existem dificuldades para aplicar a NR-32 diante de questões relacionadas à organização do trabalho, como os ritmos que são exigidos dos trabalhadores da saúde. “Damos elementos para a CTPN para que a norma realmente seja implantada, discutida e melhorada”, conclui Tereza.
Saiba mais
Segundo o item 4.3 da NR 32, “o trabalhador que realize atividades em áreas onde existam fontes de radiações ionizantes”, deve:
a) permanecer nestas áreas o menor tempo possível para a realização do procedimento;
b) ter conhecimento dos riscos radiológicos associados ao seu trabalho;
c) estar capacitado inicialmente e de forma continuada em proteção radiológica;
d) usar os EPI adequados para a minimização dos riscos;
e) estar sob monitoração individual de dose de radiação ionizante, nos casos em que a exposição seja ocupacional.

Disponível em <http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2015/9/comissao-regional-da-nr-32-realiza-palestras-para-implementacao-da-norma>