O
PCA oferecido pela entidade é especializado para a realidade do
canteiro de obras, ambiente que concentra máquinas e equipamentos muito
ruidosos como serras elétricas e britadeiras. A implantação do programa
colabora para que as empresas do setor estejam de acordo com as
obrigações legais, conforme as Normas Regulamentadoras 7, 9 e 15 e a
Portaria 19 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), além da ordem de
Serviço 608/91 do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
“Quando
a exposição a sons altos é constante, não há tempo para o ouvido se
recuperar e a lesão se torna permanente, causando a perda auditiva
irreversível. Isso acontece porque, diferentemente de outros órgãos, as
células ciliadas do ouvido não se regeneram e deixam de enviar estímulo
ao cérebro. Consequentemente, há a diminuição da audição”, explica a
gerente médica ocupacional do Seconci-SP, dra. Xiomara Salvetti.
O
serviço realizado pelo Seconci-SP começa com a realização de
audiometria em todos os funcionários expostos ao ruído, com o objetivo
de identificar se há perda auditiva e de qual tipo, uma vez que certos
casos não são decorrentes do ruído e sim de outras causas e necessitam
da avaliação de um otorrinolaringologista.
As
audiometrias devem ser realizadas no momento da contratação do
funcionário, seguido de avaliações seis meses após a admissão e também
anualmente, podendo este intervalo ser reduzido a critério médico. A
equipe de médicos e fonoaudiólogos realiza um rastreamento evolutivo das
audiometrias verificando em quais casos houve desencadeamento,
estabilização ou agravamento da perda auditiva. A engenharia faz uma
avaliação criteriosa dos níveis de ruído quais os trabalhadores estão
expostos.
Após a análise feita por
médicos, engenheiros e fonoaudiólogos, é apresentado um controle
audiométrico criterioso, que vai nortear as ações de cautela a serem
adotadas, como medidas de controle da engenharia da empresa, medidas
administrativas, uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs),
além de ações de educação e prevenção.
Os
EPIs diminuem o impacto dos sons e possuem alta tecnologia para
garantir a segurança de quem os usa. “No caso dos carpinteiros, por
exemplo, o uso da serra circular pode ser feito em um local mais
afastado dentro do canteiro de obra, diminuindo os riscos aos demais
trabalhadores que atuam no local”, exemplifica a dra. Xiomara.
“É
preciso estar atento aos sinais que o organismo dá e as principais
dicas são: nunca ser negligente aos cuidados com o aparelho auditivo e
jamais subestimar os barulhos existentes. Os sintomas não são bruscos,
porém progressivos, como zumbido, perda de audição, tonturas, sensação
de pressão no ouvido e impressão de escutar, mas não entender o que foi
dito. Estes são alguns indícios de que a saúde auditiva deve ser
investigada por um especialista”, conclui a médica.
Acesso em 04/12/2016
Disponível em http://saudebusiness.com/noticias/aumenta-demanda-pelo-programa-de-conservacao-auditiva-seconci-sp/
Nenhum comentário:
Postar um comentário