quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Samu conclui Programa de Prevenção de Riscos Ambientais dos servidores por Gabriel Guerreiro

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) concluiu esta semana a elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). O setor de Saúde Ocupacional do Samu vai realizar diversas ações cujo objetivo é garantir a saúde e a integridade física dos funcionários, por meio de ações preventivas capazes de antecipar, reconhecer e controlar riscos ambientais existentes na instituição.
O programa foi realizado pela equipe do setor de Saúde Ocupacional sob a supervisão do engenheiro de segurança do trabalho Wilson José de Souza. A equipe inicialmente realizou o mapa de risco da instituição com o reconhecimento detalhado dos locais e de suas estruturas e dos riscos, as quais cada profissional está exposto. Em seguida, foi realizada uma pesquisa que detectou os riscos ambientais.
“Cuidar da saúde de nossos socorristas é uma prioridade do Samu e da Secretaria da Saúde”, ressaltou o gerente do Samu Maceió, Carlos Adriano Silva dos Santos, destacando ainda a importância do PPRA para o bem estar dos profissionais. “Por meio do mapa de risco e do PPRA o Samu programará treinamentos e capacitações e implementações de programas que previnem doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, cujo objetivo é orientar o servidor sobre a postura correta no ambiente de trabalho e como evitar acidentes de trabalho. Também serão realizadas, se necessário, reformas estruturais (físicas) para garantir a perfeita saúde e bem estar de nossos profissionais”, concluiu Carlos Adriano.
“O PPRA visa preservar o trabalhador dos riscos envolvidos no exercício do seu trabalho, como por exemplo, ruídos, temperaturas extremas, exposição a vírus e bactérias, postura ergonômica, risco de acidente, entre outros”, explicou o engenheiro.
De acordo com os dados levantados pelo setor de Saúde Ocupacional, o tipo de acidente mais comum no Samu é o ferimento com objetos perfuro-cortantes, ou seja, bisturis, agulhas contaminadas e cateteres de infusão.
“No caso desse tipo de acidente, além do corte que pode levar às infecções, existe o risco de contaminação biológica por exposição a vírus e bactérias”, destacou a enfermeira do trabalho Angela Goretti Santo Costa, que supervisionou a elaboração do mapa de risco e participou da implantação do PPRA da instituição, destacando ainda a importância do uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a prevenção de acidentes.
“O uso correto de máscaras, luvas, botas, óculos de proteção, protetores auriculares e uniformes completo é imprescindível para prevenção de acidentes e garante a confiança necessária para que nossos socorristas realizem seu trabalho diário com segurança”, concluiu Angela.
Ainda de acordo com o relatório apresentado no PPRA, as principais doenças encontradas entre os funcionários sãos as Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs), que são causadas principalmente por movimentos repetitivos, além de postos de trabalhos inadequados (o que está sendo modificado), fazendo com que o trabalhador fique em posturas incorretas por muito tempo.
Os DORTs se manifestam como fortes dores principalmente nos membros e nas costas e podem evoluir para lesões neuro-ortopédicas como as tendinites, que são inflamações nos tendões, as epicondilites, que são inflamações nos cotovelos e síndrome do túnel do carpo, que é a inflamação do nervo na região do punho, entre outros.

Acesso em 04/12/2016
Disponivel em  http://painelnoticias.com.br/geral/21768/samu-conclui-programa-de-prevencao-de-riscos-ambientais-dos-servidores

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