terça-feira, 8 de novembro de 2016

PCA e PPR, por Caio Belo


PCA:

O PCA é um Programa de Conservação Auditiva, que é Conjunto de medidas com o objetivo de impedir que haja dano à audição de qualquer indivíduo. As medidas se baseiam em documentos como a norma regulamentadora 6 (NR-06), a norma técnica NBR 10152 e a NHO-01 da fundacentro.


Podemos assistir a este vídeo para introduzir alguns conceitos:


Como todo programa, o PCA possui passos. Os passos para executar o PCA são criação do documento-base, requerimentos mínimos do programa, avaliação da eficácia do programa de conservação auditiva e registro dos dados.

Segundo Portal Educação:

"O PCA envolve a atuação de uma equipe multiprofissional, pois são necessárias medidas de engenharia, medicina, fonoaudiologia, treinamento e administração. A NR-9 é a norma regulamentadora que estabelece e obriga a elaboração e implementação por parte das empresas e instituições que admitam trabalhadores como empregados. O PPRA visa à prevenção da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e o controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. "

segundo Valdrighi no seu artigo "Implantação do programa de conservação auditiva na prefeitura municipal de piracicaba"

"A saúde do trabalhador não cabe somente a ele mesmo, mas também as condições oferecidas pela empresa. Visando isso, a Fonoaudiologia dentro de uma empresa tem como objetivo trabalhar o funcionário como um todo, enfocando sua área de trabalho para os aspectos preventivos da audição."

e ainda:

" Conclui-se com este trabalho, que a realização do programa de conservação auditiva na empresa é de grande valia para os funcionários e também para a parte administrativa da empresa. Os funcionários são amparados pela empresa com este tipo de trabalho desenvolvido, uma vez que a saúde do trabalhador é colocada em primeiro lugar. E a empresa é beneficiada, pois fica segurada por lei e com a documentação do programa assinada por todos os funcionários participantes e também pela fonoaudióloga responsável."

PPR:

Programa de Proteção Respiratória (PPR), conforme Instrução Normativa da 
Portaria 3214/78 do MTE serve para que o empresário tenha certeza de que o seu funcionário está saudável hoje e que continuará no futuro também. É obrigatório para as empresas em que temos trabalhadores em ambientes com material em suspensão (aerodispersóides) e considerados prejudiciais à saúde. Segundo o site grupomednet.

Podemos assistir o seguinte vídeo da FUNDACENTRO para nos familiarizar com alguns conceitos:



O PPR tem como objetivo manter o controle para o correto uso de protetores das vias aéreas (respiratórias), e dos funcionários envolvidos em ambientes contendo elementos em suspensão (aerodispersóides, névoas, fumos, radionuclídeos, neblina, fumaça, vapores, gases) que provoquem danos às vias aéreas (pulmão, traquéia, fossas nasais, faringe). 

Utilizam-se protetores quando ocorrem emergências, quando medidas de controle coletivo não são viáveis, ou enquanto não estão sendo implantadas ou estão em fase de implantação. 




AET e LTCAT, por Caio Belo


AET:

Segundo Grandjean 1968 :

“O objetivo prático da Ergonomia é a adaptação do posto de trabalho, dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do meio ambiente às exigências do homem. A realização de tais objetivos, ao nível industrial, propicia uma facilidade do trabalho e um rendimento do esforço humano. ”

A AET é uma Análise Ergonômica do Trabalho.


A AET tem como objetivos principais adaptar a atividade ao trabalhador e não o trabalhador à atividade e a melhoria das práticas das tarefas com conforto, saúde, segurança e eficácia.

Podemos assistir o seguinte vídeo para nos orientar:


Segundo o artigo "Análise ergonômica do trabalho: um estudo de casos múltiplos na cidade do rio de janeiro": 

"Coerentemente, a AET foi uma evolução muito útil à vida do trabalhador, já que levantou a necessidade de um ambiente propício a este, fornecendo uma maior segurança à sua saúde e melhorando a satisfação e qualidade de vida no ambiente em que está inserido."

LTCAT:

Um Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho é um programa, com a finalidade de reconhecer e reduzir e/ou eliminar os riscos existentes no ambiente de trabalho, servindo de base para a elaboração do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). O PPRA precisa ser revisto e renovado anualmente.
 
O LTCAT  é um Laudo, elaborado com o intuito de se documentar os agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho e concluir se estes podem gerar insalubridade para os trabalhadores eventualmente expostos. Somente será renovado caso sejam introduzidas modificações no ambiente de trabalho, Segundo grupomednet.

Para entender melhor o LTCAT, podemos assistir ao seguinte vídeo:


O LTCAT tem validade indefinida, atemporal, ficando atualizado permanentemente, enquanto o “layout” da empresa não sofrer alterações.



Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos, por Gabriel Guerreiro

Nesta Norma Regulamentadora de número 12 , se definem as principais medidas de segurança no Trabalho, no que diz respeito à utilização de máquinas e equipamentos de todos os tipos, estabelecendo normas para desde sua execução, fabricação, importação, e prevenção de acidentes.

"Entende-se como fase de utilização o transporte, montagem, instalação, ajuste, operação, limpeza, manutenção, inspeção, desativação e desmonte da máquina ou equipamento."
  É medida obrigatória do Empregador , orientar os trabalhadores acerca dos procedimentos de manuseio , e certificar-se de que eles estão de usando todos os EPI's necessários de acordo com a Norma.
 Porquê os acidentes acontecem?
  - Negligência , seja por parte do trabalhador ou do empregador.
  - Desconhecimento do risco
  - Falta de investimento
  - Falta do equipamento necessário

Dentre as principais causas de acidentes envolvendo Máquinas e Equipamentos são elas:
- Violação de uma área pré determinada, vetada na circunstância segundo a Norma
- Máquinas que não possuam proteção coletiva
- Máquinas que não possuam sensores para a proteção dos trabalhadores

As principais Máquinas e Equipamentos que apresentam riscos ao trabalhador são:
  - Máquinas com movimentos giratórios , alternados ou retilíneos, em que haja a necessidade de uma grande área de veto para sua utilização ( quando esses movimentos não são apenas movimentos internos)
   - Máquinas que trabalhem em alta voltagem, ou alta corrente, em que existe a necessidade de um manuseio diretamente humano


A seguir podemos ver um exemplo de uma empresa de alto escalão , que mesmo tentando ser responsável quanto ao ambiente de trabalho, infelizmente teve em seu estabelecimento, acidentes fatais, ou quase fatais, e não mais de uma vez:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/robo-agarra-e-mata-trabalhador-dentro-de-fabrica-da-volkswagen.html

Na primeira reportagem , podemos ver que, mesmo o fato não tendo sido completamente apurado, aparentemente foi falha humana, visto que a empresa deixou claro que seus robôs não tinham nenhuma falha técnica. No entanto, isso não tira a responsabilidade da empresa, sobre a educação adequada de seu trabalhador.

http://www.dgabc.com.br/Noticia/1991011/operario-tem-braco-decepado-na-volkswagen
Na segunda reportagem, a mesma empresa teve um incidente parecido, no entanto desta vez, não se mostrou fatal, no entanto, após a reincidência, deixou claro que as relações de segurança no trabalho entre homens e máquinas , precisa ser melhor trabalhada, e é uma questão importante a ser discutida, visto que os dois eventos aconteceram num intervalo curto de tempo, em uma das maiores empresas do planeta.


E a seguir, um vídeo mostrando o momento em que um trabalhador é socorrido pelo corpo de bombeiros, logo após um acidente, numa máquina de moer, o qual é visível , a não utilização do equipamento adequado por parte do trabalhador ( EPI's), que muito provavelmente aconteceu por distração , visto que aparentemente tal aparelho é utilizado como instrumento de trabalho do indivíduo.
https://www.youtube.com/watch?v=0Y2793E-O2c

Proteção Contra Incêndios

por, Tiago Adan

1.

O vídeo abaixo aborda sobre a prevenção contra incêndio, exibindo aos seus interlocutores os elementos que dão origem aos incêndios, sendo esses,  o combustível, o calor, o comburente e a reação em cadeia. Para evitar esses elementos, o vídeo explana sobre ações que competem a mentalidade prevencionista. Essas ações como é explicado no vídeo, se concentram em efetuar nas industrias a sinalização adequada, ter organização e limpeza, instalação de para-raios e realizar devidas manutenções. No entanto, se acaso o incêndio ocorrer, as indústrias devem possuir um esquema de prevenção. Junto a isso, um treinamento de pessoal que irá conter o incêndio e a conscientização do trabalhador alicerceado com os deveres normativos impostos aos empresários.


2.

O vídeo abaixo diz respeito a produtos de proteção passiva contra incêndio da OBO BETTERMANN. No vídeo pode-se visualizar como esses produtos agiriam em situações de incêndio. Eles compartimentam o fogo e a fumaça, preservando os sistemas vitais de uma instalação, evitando perdas no patrimônio e principalmente salvando vidas. Para isso, ele cumpre 3 requisitos: prevenir que o fogo se propague para áreas adjacentes e para outros andares; evacuação segura do local e resgate e assegurar o funcionamento de circuitos elétricos vitais.
Esses produtos, exibidos no vídeo de simulação, são:

Os sistemas de vedação-

          




Dutos de proteção contra incêndios-





Abraçadeiras-






Sistemas de manutenção de funções vitais-








O que você, leitor, acha sobre esses equipamentos preventivos?


3.

Cursos para promover a proteção contra incêndios são muito importantes para assegurar a integridade à manutenção da vida. Em conhecimento disso, a NFPA 25 tem por objetivo fornecer requisitos que assegurem um grau razoável de proteção à vida e à propriedade em caso de incêndio, através de procedimentos mínimos de inspeção, teste e manutenção para sistemas hidráulicos de proteção contra incêndio. Nos casos em que se apresentem situações eminentes de riscos à vida e à propriedade, a autoridade com jurisdição deve permitir que sejam aplicados métodos excepcionais de inspeção e manutenção, além dos requeridos nesta Norma.
Em relação a sua aplicação, a NFPA 25  não tem intenção de limitar ou restringir o uso de programas de inspeção, teste e manutenção de níveis equivalentes ao detalhado neste documento, quanto à integridade e ao desempenho do sistema. A autoridade com jurisdição deve ser consultada e dar sua aprovação para os programas alternativos.
O sistema hidráulico de proteção contra incêndio é um sistema de chuveiros automáticos usado na proteção contra incêndios, a qual se baseia por ser um sistema integrado de tubulação aérea e subterrânea, projetado de acordo com normas de engenharia de proteção e combate a incêndios. Sua instalação inclui um ou mais abastecimentos automáticos de água. A parte do sistema de chuveiros automáticos acima do piso é uma rede de tubulações  dimensionada por tabelas ou hidraulicamente calculada e instalada em edifícios ou estruturas, normalmente na parte superior. Os chuveiros automáticos são fixados nas tubulações em um padrão sistemático.
A válvula que controla cada coluna de subida para o sistema está instalada na própria coluna, ou na tubulação de abastecimento. Cada uma dessas colunas é dotada de um dispositivo para acionamento de alarmes, o qual é ativado imediatamente após quando o sistema de chuveiros automáticos entrarem em operação, o que normalmente ocorre pela ação do calor de um incêndio, descarregando água sobre a área em chamas.  
A NFPA 25 estabelece requisitos mínimos para inspeções periódicas, testes e manutenção de sistemas de proteção contra incêndio, incluindo os de uso terrestre e marítimo. Além dos chuveiros automáticos, os tipos de sistemas hidráulicos abrangidos por esta norma incluem, entre outros, hidrantes, emissores fixos de água nebulizada e de espuma. Estão incluídos também os abastecimentos de água que fazem parte destes sistemas, tais como tubulações e acessórios de serviços privados contra incêndio, bombas de incêndio e reservatórios de água, e válvulas controladoras de fluxo do sistema.
A NFPA 25 é aplicável a sistemas de proteção contra incêndios que foram adequadamente instalados, segundo práticas corretas aceitas. Não fazem parte do escopo da NFPA 25 as ações corretivas em caso de sistemas que não tenham sido instalados de acordo com estas práticas. Ações corretivas para garantir que o sistema opere de maneira satisfatória devem estar em conformidade com a norma de instalação aplicável. A NFPA 25 abrange ainda o tratamento e o registro de  interrupções.
Programa: Curso NFPA 25
Informações Gerais; Escopo; Objetivo 
Descrição de Sistemas Hidráulicos de Proteção contra Incêndio;
Responsabilidade do Proprietário ou Ocupante;
Definições; Unidades ;Interrupções; Relatórios ; Inspeções; Testes; Manutenção;
Procedimentos de Segurança;
Sistemas de Chuveiros Automáticos
Geral; Inspeções; Testes; Manutenção;
Sistemas de Hidrantes: 
Geral; Inspeções; Testes; Manutenção; Relatórios
Redes de Serviços Privados de Incêndio
Geral; Inspeções; Testes; Manutenção; Relatórios
Bombas de Incêndio: Curso NFPA 25
Geral; Inspeções; Testes; Relatórios; Manutenção; Reservatórios de Água
Geral; Inspeções; Testes; Manutenção; Relatórios
Sistemas Fixos de Água Nebulizada; Geral
Interrupções;
Procedimentos de Inspeção e Manutenção:
Testes de Operação; Testes de Operação de Sistemas de Água Nebulizada de Velocidade Ultra Rápida, Relatórios;
Sistemas de Chuveiros automáticos de Espuma:
Geral, Inspeções, Testes de Operação, Manutenção;
Válvulas, Componentes de Válvulas e Arranjo: Curso NFPA 25
Geral; Especificações Gerais;
Válvulas de Controle em Sistemas Hidráulicos de Proteção contra Incêndio;
Válvulas do Sistema; Válvulas Redutoras de Pressão e Válvulas de Alívio;
Conjuntos Preventivos de Refluxo; Recalque do Corpo de Bombeiros;
Investigação de Obstruções – Curso NFPA 25
Geral; Investigação e Prevenção de Obstruções ; Prevenção de Obstrução por Gelo;
Interrupções; Geral; Coordenador de Interrupções; Etiqueta de Interrupção do Sistema
Equipamento Interrompido; Interrupções programadas; Interrupções de Emergência;
Retorno dos Sistemas ao Serviço; Publicações de Referência;
Anexo A Material Explicativo;
Anexo B Formulários de Inspeção, Teste e Manutenção;
Anexo C Publicações de Referência;

Disponível em <http://www.rescuecursos.com/curso-nfpa-25/> Acesso 7 de Nov de 2016

Doenças Ocupacionais

por, Tiago Adan

1.

O vídeo abaixo irá lhe abranger, através de um monólogo apresentado pelo Dr. Jorge Manaia sobre as enfermidades LER (lesões por esforço repetitivo) e DORT ( doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho), aos quais acometem muitas pessoas em seu ambiente de trabalho. Durante o vídeo, o doutor nos apresenta um histórico da origem e das causas dessas doenças até os dias de hoje. Além disso, ele nos comenta das consequências individuais e coletivas no âmbito trabalhista que as enfermidades podem ocasionar. Diante desses fatores, o Dr. Jorge Manaia preconiza algumas dicas para sanar esses problemas.

https://www.youtube.com/watch?v=NzLrxcsv1Cc

2.

O vídeo abaixo mostra uma entrevista do repórter Leandro Amaral com o advogado Raimundo S. de Melo do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá. Na entrevista o advogado fala sobre a diferença entre acidente de trabalho e doença ocupacional. Junto a isso, ele nos apresenta seu currículo, inclusive uma de suas obras literárias  “Ações acidentárias na Justiça do Trabalho”, e também abordando da defesa da saúde do trabalhador. Conjuntamente, é explicado ao telespectador do vídeo as responsabilidades e direitos dos trabalhadores e dos empregadores diante das ocorrências das doenças ocupacionais, o que as vitimas dessas enfermidades devem fazer e a que recorrer, explanando a importância do sindicato para os trabalhadores.


3.

No município de Uberaba do estado de Minas Gerais trabalhadores do ramo químico são afetados por doenças ocupacionais. Conforme a notícia, na cidade estão instaladas grandes indústrias químicas que produzem pesticidas, agrotóxicos, fertilizantes e que possuem grande número de empregados.
Intoxicação por metais pesados encabeça a lista de enfermidades que mais prejudicam os trabalhadores. Metais como alumínio, arsênio, cádmio, chumbo, mercúrio, quando absorvidos pelo corpo humano, depositam-se no tecido ósseo e gorduroso, ocupando o lugar de minerais nobres. Liberados no organismo atacam o sistema nervoso central, provocando uma série de doenças, até mesmo o câncer.
Consta-se que, a forma de organização do trabalho, duração das jornadas, a intensidade, monotonia, repetitividade, alta responsabilidade e, principalmente, a forte pressão por produtividade, levando as pessoas para muito além dos limites saudáveis, são fatores que podem provocar distúrbios psíquicos nos trabalhadores. Modificação do humor, fadiga, irritabilidade, cansaço por esgotamento, isolamento, distúrbio do sono (falta ou excesso), ansiedade, pesadelos com o trabalho, intolerância, descontrole emocional, agressividade, tristeza, alcoolismo e falta ao trabalho são sinais de alerta para o trabalhador. Estes podem vir acompanhados de sintomas físicos, como dores (de cabeça ou no corpo todo), perda do apetite, mal-estar geral, tonturas, náuseas, sudorese, taquicardia etc. As tensões, angústias e conflitos presentes no ambiente de trabalho sobrecarregam o corpo e podem levar também a acidentes e contribuir para agravar outras doenças profissionais.
A síndrome do Carpo da doença LER, a qual se caracteriza por manifesta-se por dormências, principalmente no polegar, indicador e médio, mas que também podem ocorrer em outros pontos na mão, na qual ocorrem principalmente após a pessoa se deitar para dormir, tem como vítima mais comum os trabalhadores de linhas de montagem das indústrias.
Glauco Lima, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar), afirma: “As empresas, em sua maioria, costumeiramente, tentam descaracterizar a doença ocupacional de seu trabalhador, devido a um custo adicional com a previdência. O sindicato apoia o trabalhador para que seja reconhecido junto à empresa e à previdência. Encaminhamos para médicos e, se for necessário, também para advogados”.

Disponível em <http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SADE,77631> Acesso 7 de Nov de 2016

O que você, leitor, achou sobre a notícia?

4.

Conforme dados do CREA-BA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia), pela primeira vez desde que a Previdência Social fez o reconhecimento de um caso típico de LER/Dort como doença ocupacional, em 1987, o país exibe um perfil de decréscimo no percentual de trabalhadores atingidos. De acordo com o engenheiro Roberto Astério, membro do GT de Engenharia de Segurança do Crea-BA, essa queda lenta e constante se deve a uma maior preocupação com o treinamento em posturas corretas e na redução de atividades que sobrecarregam o sistema ósseo e muscular. Isso significa que, passo a passo, o brasileiro está começando a entender a importância da ergonomia no ambiente de trabalho. Embora muitas empresas continuem considerando elevado o investimento na adequação ergonômica, é cada vez maior o número de empreendedores que percebem que os prejuízos causados pela queda de rendimento ou afastamento de um funcionário são ainda mais significativos.
Dados do Instituto Nacional de Prevenção às LER/Dort indicam que os gastos com encargos sociais e contratação de trabalhador temporário podem chegar a R$ 89 mil, apenas no primeiro ano de afastamento. É essa percepção que tem aumentado a importância dos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de projetos de mobiliário e maquinário adaptados ao usuário e suas atividades.
"Aparentemente esse equipamento é mais caro, mas é preciso considerar que é concebido a partir de um estudo para que induza à postura adequada e é feito com material de melhor qualidade”, analisa a doutora em desenho industrial, Suzi Mariño. Ela defende que o investimento se mostra compensador quando a durabilidade do produto e o aumento de produtividade causado pela melhoria das condições de trabalho são levados em consideração. Apesar dessa consciência crescente há um ponto que precisa receber maior atenção. “Empresas e usuários pecam muito em relação ao uso do manual de instrução”, lembra Suzi, ressaltando que cada um deve fazer os ajustes necessários para sua altura, peso e medidas.
Estudo das estações de trabalho
Além da escolha por móveis e máquinas projetadas com essa preocupação, o empreendedor pode também optar por fazer toda a montagem das estações de trabalho a partir de um estudo específico que levará em consideração critérios físicos - como a iluminação do ambiente, a presença de fonte de ruídos etc. -, cognitivos e organizacionais. Neste caso, embora os designers também tenham as ferramentas para realizar esse tipo de análise, o profissional especializado é o ergonomista. “Não adianta mudanças no equipamento se forem mantidas formas inadequadas de organização do trabalho que possam vir a trazer comprometimentos físicos e mentais”, alerta a secretária geral da Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo), Germannya D'Garcia Silva.
Dessa forma, o fator gerador da doença pode ser a sobrecarga de trabalho causada pela má distribuição de tarefas ou por um quadro reduzido de funcionários, ou ainda o exercício de múltiplas funções por operadores que não estão capacitados para isso. É importante perceber que o uso de mobiliário e maquinário ergonomicamente projetado e a distribuição adequada de atividades não elimina completamente os riscos de desenvolver lesões e distúrbios. Uma forma prática de reforçar o efeito preventivo é fazer pausas durante a jornada. “Obviamente não é adequado ficar sentado muito tempo, inclusive o movimento é importante para ativar a circulação. Existem exercícios que devem ser feitos a cada hora ou a cada período que a pessoa se sentir desgastada”, defende Suzi.
Levando em consideração todas essas variáveis, não é possível indicar uma estação de trabalho padrão para resguardar seus usuários dos riscos de desenvolver LER/Dort, no entanto, existe uma série de parâmetros que devem ser observados. Germannya lembra que é fundamental que os trabalhadores sejam orientados e sigam as recomendações para prevenir estas lesões. Cientes dos riscos e dos procedimentos para evitá-los, os usuários poderão por conta própria adaptar muitas características do seu ambiente laboral, reduzindo os fatores ergonomicamente inadequados.

NO COMPUTADOR
Organização ergonômica

·         A posição do monitor deve estar no máximo na horizontal dos olhos
·         Não deve existir reflexo na tela (a solução é trabalhar o layout da sala, filtros só são permitidos se não alterarem a legibilidade)
·         A tela deve possuir bom padrão de legibilidade
·         Deve haver possibilidade de movimentação da tela para frente e para trás (para se ajustar à acuidade visual de cada usuário)
·         Os braços devem trabalhar na vertical (ângulo de 70 a 80 graus)
·         Os antebraços devem estar na horizontal e os punhos apoiados
·         O teclado deve poder ser deslocado para frente ou para trás
·         A tela do monitor de vídeo deve estar perpendicular à janela (para evitar reflexo).


EXERCÍCIOS FUNDAMENTAIS

Quando estiver utilizando o computador por longos períodos,
faça pausas para alongar:
·         Punhos, antebraços e mãos: junte as palmas das mãos à frente movendo para baixo e para cima até sentir um alongamento suave.
·         Tríceps, parte superior dos ombros e laterais do corpo: segure o cotovelo esquerdo com a mão direita e, suavemente, puxe-o por trás da cabeça. Mantenha a posição por dez segundos. Repita invertendo os lados.
·         Região inferior das costas, lateral do quadril e pescoço: com a perna esquerda cruzada sobre a direita, faça uma pressão constante com a mão para a direita. Ao mesmo tempo, olhe sobre o ombro esquerdo. Faça o exercício por dez segundos e alterne os lados.
·         Parte posterior do joelho e região inferior das costas: segure a coxa logo acima do joelho e, suavemente, puxe a perna dobrada em direção ao tórax, por dez segundos. Repita com a outra perna.
·         Ombros, tórax e região superior das costas: com os dedos entrelaçados atrás da cabeça, mantenha os cotovelos abertos para os lados. Empurre as omoplatas uma na direção da outra. Mantenha a posição por cinco segundos.
·         Laterais do pescoço: incline a cabeça para a lateral, mantenha-se na posição por cinco segundos e repita alternando o lado.
·         Parte superior dos ombros e do pescoço: puxe suavemente o braço esquerdo, por trás das costas, para baixo e para o lado. Incline a cabeça na direção do ombro direito. Mantenha por dez segundos e repita alternando os lados.



Disponível em <http://www.creaba.org.br/Artigo/147/Doenca-ocupacional.aspx> Acesso 7 de Nov de 2016

5.

O link abaixo abrange sobre a importância laboral na prevenção de doenças ocupacionais por João Ricardo Gabriel de Oliveira.  O objetivo do estudo foi verificar, através de revisão bibliográfica, a importância da Ginástica Laboral na prevenção de doenças ocupacionais. Para tanto, foi feito um breve histórico sobre as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), assim como sobre Ginástica Laboral, analisando-se os aspectos relacionados às LER/DORT, os diferentes métodos de Ginástica Laboral, bem como os resultados positivos obtidos através desta ginástica. Das evidências apresentadas por diferentes autores, ressalta-se a importância da Ginástica Laboral no alívio das dores corporais, na diminuição dos casos de LER/DORT, no aumento da produtividade e no maior retorno financeiro para empresas.
Alguns dados retirados da pesquisa:







Fica evidente, portanto, que a Ginástica Laboral é eficiente na prevenção das doenças ocupacionais, na melhoria da qualidade de vida do trabalhador e na diminuição do absenteísmo. Além da redução dos acidentes de trabalho e das faltas, bem como no aumento da produtividade, na diminuição dos gastos com assistência médica e, consequentemente, em um maior retorno financeiro para as empresas.



O que pensa sobre a pesquisa? Achou interessante, informativo?

Segurança no Trabalho com Líquidos e Combustíveis Inflamáveis NR-20, por Gabriel Guerreiro

          Esta Norma Regulamentadora, tem como função principal, deixar explícitos todos os procedimentos e medidas necessárias, quando se torna imprescindível o manuseio de equipamentos que contenham substâncias liquidas e/ou gasosas que apresentam caráter inflamável, portanto apresentando risco ao indivíduo responsável pelo seu manuseio.
           A amplitude de Regulamentação desta Norma, diz respeito à extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis, nas etapas de projeto,construção, montagem, operação, manutenção, inspeção e desativação da instalação; extração, produção, armazenamento, transferência e manuseio de líquidos combustíveis, nas etapas de projeto construção, montagem, operação, manutenção, inspeção e desativação da instalação. No entanto, é necessário frisar que devido a ser específica do ambiente de trabalho, não se aplica à edificações familiares, e por razões mais especificas como "plataformas e instalações de apoio empregadas com a finalidade de exploração e produção de petróleo e gás do subsolo marinho".
          
      Como toda NR, existe uma regulamentação especifica para a construção das devidas instalações relacionadas à Líquidos e Combustíveis Inflamáveis. A seguir podemos ver um vídeo que nos traz um fato interessante, e um tanto inusitado envolvendo a NR. Um Banco, o chamado Banco Safra, possuía em suas instalações um tanque de liquido inflamável em um local que não era apropriado, pois segundo a norma, deveria ter sido colocado abaixo do nível do solo, o que não aconteceu na prática. Devido a tal acontecimento, um funcionário exigiu que fosse pago a ele um adicional de periculosidade, devido à trabalhar num ambiente que não cumpria com a Norma Regulamentadora. Assista ao vídeo:
                           
                          https://www.youtube.com/watch?v=4geLuW22Tbw

Podemos ver a seguir, outro vídeo com filmagens de práticas extremamentes perigosas de armazenagem: 
                          https://www.youtube.com/watch?v=5dLPoM1baf0

E na contramão, podemos ver um estabelecimento a seguir com um grande estoque de armazenagem de Substancias Inflamáveis, de acordo com a NR e devidamente regulamentado:  



Acidentes e doenças causadas pela falta de conforto no trabalho
"Ergonomia (do Grego: Ergon = trabalho + nomos = normas, regras, leis) é o estudo da adaptação do trabalho às características dos indivíduos, de modo a lhes proporcionar um máximo de conforto, segurança e bom desempenho de suas atividades no trabalho.
A definição oficial de Ergonomia é a seguinte:
                "A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaço de trabalho. Seu objetivo é elaborar, mediante a contribuição de diversas disciplinas científicas que a compõem, um corpo de conhecimentos que, dentro de uma perspectiva de aplicação, deve resultar numa melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de trabalho e de vida." (Congresso Internacional de Ergonomia, 1969).
                  ergonomista estuda como as pessoas trabalham, a fim de melhorar o seu conforto, a sua saúde e a produtividade. Interfere no ambiente, na organização do trabalho, nas máquinas e na formação das pessoas. O fisioterapeuta, por sua vez, tem o mesmo objetivo, mas trabalha focado na pessoa."
Causas de acidentes ergonômicos

As principais causas de acidentes de trabalho diretamente relacionadas com as condições ergonômicas impróprias dentro de uma empresa, são:

· Inadequação das condições de trabalho com as características físicas dos trabalhadores;
· Exigência de esforço físico intenso e ritmo de trabalho excessivo;
· Levantamento e transporte manual de carga;
· Adoção de posturas desconfortáveis pelo trabalhador;
· Controle rígido da produtividade pelo empregador;
· Jornada de trabalho prolongada;
· Tarefas monótonas e movimentos repetitivos.
               Os fatores de risco ergonômicos provocam danos físicos e psicológicos nos trabalhadores que podem prejudicar não apenas sua produtividade, como também sua segurança. Quando a carga de trabalho supera a capacidade do empregado e ele não consegue modificá-la, ocorre o aumento do número de acidentes de trabalho.

Relação Exemplificativa entre o Trabalho e Algumas Patologias
Lesões
Causas Ocupacionais
Exemplos
Alguns Diagnósticos Diferenciais
Bursite do cotovelo (olecraniana)Compressão do cotovelo contra superfícies durasApoiar o cotovelo em mesasGota, traumatismo e artrite reumatóide
Contratura de Fáscia palmarCompressão palmar associada à vibraçãoOperar compressores pneumáticosHeredo-familiar (Contratura de Dupuytren)
Dedo em GatilhoCompressão palmar associada à realização de forçaApertar alicates e tesourasDiabetes, artrite reumatóide, mixedema, amiliodose e tuberculose Pulmonar
Epicondilites do CotoveloMovimentos com esforços estáticos e preensão prolongada de objetos, principalmente com o punho estabilizado em flexão dorsal e nas pronossupinações com utilização de forçaApertar parafusos, jogar tênis, desencapar fios, tricotar, operar motosserraDoenças reumáticas e metabólicas, hanseníase, neuropatias periféricas, traumas e forma T de hanseníase.
Síndrome do canal CubitalFlexão extrema do cotovelo com ombro abduzido. Vibrações.Apoiar cotovelo em mesaEpicondilite medial, seqüela de fratura, bursite olecraniana, forma T de Hanseníase
Síndrome do Canal de GuyonCompressão da borda ulnar do punho.CarimbarCistos sinoviais, tumores do nervo ulnar, tromboses da artéria ulnar, trauma, artrite reumatóide e etc.
Síndrome do Desfiladeiro TorácicoCompressão sobre o ombro, flexão lateral do pescoço, elevação do braço.Fazer trabalho manual ou sobre veículos, trocar lâmpadas, pintar paredes, lavar vidraças, apoiar telefones entre o ombro e a cabeçaCérvico-braquialgia, síndrome da costela cervical, síndrome da primeira costela, metabólicas, artrite reumatóide e Rotura do Supra-espinhoso
Síndrome do Interósseo AnteriorCompressão da metade distal do antebraçoCarregar objetos pesados apoiados no antebraçoEm branco
Síndrome do Pronador RedondoEsforço manual do antebraço em pronação.Carregar pesos, praticar musculação, apertar parafusos.Síndrome do túnel do carpo
Síndrome do Túnel do CarpoMovimentos repetitivos de flexão, mas também extensão com o punho, principalmente se acompanhados por realização de força.Digitar, fazer montagens industriais, empacotarMenopausas, tendinite da gravidez (particularmente se bilateral), artrite reumatóide, amiloidose, diabetes, lipomas, neurofibromas, insuficiência renal, obesidade, lupus eritematoso, condrocalcinose do punho, trauma
Tendinite da porção longa do BícepsManutenção do antebraço supinado e fletido sobre o braço ou do membro superior em abdução.Carregar pesosArtropatias metabólicas e endócrinas, artrites, osteofitose da goteira bicipital, artrose acromioclavicular e radiculopatias (C5-C6)
Tendinite do Supra EspinhosoElevação com abdução dos ombros associada a elevação de força.Carregar pesos sobre o ombro, jogar vôlei ou petecaBursite, traumatismo, artropatias diversas, doenças metabólicas
Tenossinovite de DeQuervainEstabilização do polegar em pinça seguida de rotação ou desvio ulnar do carpo, principalmente se acompanhado de realização de força.Torcer roupas, apertar botão com o polegarDoenças reumáticas, tendinite da gravidez (particularmente bilateral), estilóidite do rádio
Tenossinovite dos extensores dos dedosFixação antigravitacional do punho. Movimentos repetitivos de flexão e extensão dos dedosDigitar, operar mouseArtrite Reumatóide, Gonocócica, Osteoartrose e Distrofia Simpático Reflexa (Síndrome Ombro-Mão)

Referências:

Disponível em:
<http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/ergo.htm> Acesso 7 de Nov de 2016
Disponível em: 
<http://trabalhosaudeseguranca.blogspot.com.br/2009/12/mas-condicoes-ergonomicas-e-acidentes.html> Acesso 7 de Nov de 2016
Disponível em: 
<https://somentequalidade.wordpress.com/2012/05/17/riscos-ergonomicos/> Acesso 7 de Nov de 2016