por, Tiago Adan
1.
O vídeo abaixo irá lhe
abranger, através de um monólogo apresentado pelo Dr. Jorge Manaia sobre as enfermidades
LER (lesões por esforço repetitivo) e DORT ( doenças osteomusculares
relacionadas ao trabalho), aos quais acometem muitas pessoas em seu ambiente de
trabalho. Durante o vídeo, o doutor nos apresenta um histórico da origem e das
causas dessas doenças até os dias de hoje. Além disso, ele nos comenta das consequências
individuais e coletivas no âmbito trabalhista que as enfermidades podem
ocasionar. Diante desses fatores, o Dr. Jorge Manaia preconiza algumas dicas
para sanar esses problemas.
https://www.youtube.com/watch?v=NzLrxcsv1Cc
2.
O vídeo abaixo mostra
uma entrevista do repórter Leandro Amaral com o advogado Raimundo S. de Melo do
Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá. Na entrevista o advogado fala
sobre a diferença entre acidente de trabalho e doença ocupacional. Junto a
isso, ele nos apresenta seu currículo, inclusive uma de suas obras literárias “Ações acidentárias na Justiça do Trabalho”, e
também abordando da defesa da saúde do trabalhador. Conjuntamente, é explicado
ao telespectador do vídeo as responsabilidades e direitos dos trabalhadores e
dos empregadores diante das ocorrências das doenças ocupacionais, o que as
vitimas dessas enfermidades devem fazer e a que recorrer, explanando a importância
do sindicato para os trabalhadores.
3.
No município de Uberaba do estado de Minas
Gerais trabalhadores do ramo químico são afetados por doenças ocupacionais.
Conforme a notícia, na cidade estão
instaladas grandes indústrias químicas que produzem pesticidas, agrotóxicos,
fertilizantes e que possuem grande número de empregados.
Intoxicação
por metais pesados encabeça a lista de enfermidades que mais prejudicam os
trabalhadores. Metais como alumínio, arsênio, cádmio, chumbo, mercúrio, quando
absorvidos pelo corpo humano, depositam-se no tecido ósseo e gorduroso,
ocupando o lugar de minerais nobres. Liberados no organismo atacam o sistema
nervoso central, provocando uma série de doenças, até mesmo o câncer.
Consta-se
que, a forma de organização do trabalho, duração das jornadas, a intensidade,
monotonia, repetitividade, alta responsabilidade e, principalmente, a forte
pressão por produtividade, levando as pessoas para muito além dos limites
saudáveis, são fatores que podem provocar distúrbios psíquicos nos
trabalhadores. Modificação do humor, fadiga, irritabilidade, cansaço por
esgotamento, isolamento, distúrbio do sono (falta ou excesso), ansiedade,
pesadelos com o trabalho, intolerância, descontrole emocional, agressividade,
tristeza, alcoolismo e falta ao trabalho são sinais de alerta para o
trabalhador. Estes podem vir acompanhados de sintomas físicos, como dores (de
cabeça ou no corpo todo), perda do apetite, mal-estar geral, tonturas, náuseas,
sudorese, taquicardia etc. As tensões, angústias e conflitos presentes no
ambiente de trabalho sobrecarregam o corpo e podem levar também a acidentes e
contribuir para agravar outras doenças profissionais.
A síndrome do
Carpo da doença LER, a qual se caracteriza por manifesta-se por dormências,
principalmente no polegar, indicador e médio, mas que também podem ocorrer em
outros pontos na mão, na qual ocorrem principalmente após a pessoa se deitar
para dormir, tem como vítima mais comum os trabalhadores de linhas de
montagem das indústrias.
Glauco Lima,
diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas
de Uberaba e Região (Stiquifar), afirma: “As empresas, em sua maioria,
costumeiramente, tentam descaracterizar a doença ocupacional de seu
trabalhador, devido a um custo adicional com a previdência. O sindicato apoia o
trabalhador para que seja reconhecido junto à empresa e à previdência.
Encaminhamos para médicos e, se for necessário, também para advogados”.
O que você,
leitor, achou sobre a notícia?
4.
Conforme
dados do CREA-BA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia), pela primeira
vez desde que a Previdência Social fez o reconhecimento de um caso típico de
LER/Dort como doença ocupacional, em 1987, o país exibe um perfil de decréscimo
no percentual de trabalhadores atingidos. De acordo com o engenheiro Roberto
Astério, membro do GT de Engenharia de Segurança do Crea-BA, essa queda lenta e
constante se deve a uma maior preocupação com o treinamento em posturas
corretas e na redução de atividades que sobrecarregam o sistema ósseo e
muscular. Isso significa que, passo a passo, o brasileiro está começando a
entender a importância da ergonomia no ambiente de trabalho. Embora
muitas empresas continuem considerando elevado o investimento na adequação
ergonômica, é cada vez maior o número de empreendedores que percebem que os
prejuízos causados pela queda de rendimento ou afastamento de um funcionário
são ainda mais significativos.
Dados do
Instituto Nacional de Prevenção às LER/Dort indicam que os gastos com encargos
sociais e contratação de trabalhador temporário podem chegar a R$ 89 mil,
apenas no primeiro ano de afastamento. É essa percepção que tem aumentado a
importância dos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de projetos de
mobiliário e maquinário adaptados ao usuário e suas atividades.
"Aparentemente
esse equipamento é mais caro, mas é preciso considerar que é concebido a partir
de um estudo para que induza à postura adequada e é feito com material de
melhor qualidade”, analisa a doutora em desenho industrial, Suzi Mariño. Ela
defende que o investimento se mostra compensador quando a durabilidade do
produto e o aumento de produtividade causado pela melhoria das condições de
trabalho são levados em consideração. Apesar dessa consciência crescente há um
ponto que precisa receber maior atenção. “Empresas e usuários pecam muito em
relação ao uso do manual de instrução”, lembra Suzi, ressaltando que cada um deve
fazer os ajustes necessários para sua altura, peso e medidas.
Estudo das estações de trabalho
Além da
escolha por móveis e máquinas projetadas com essa preocupação, o empreendedor
pode também optar por fazer toda a montagem das estações de trabalho a partir
de um estudo específico que levará em consideração critérios físicos - como a
iluminação do ambiente, a presença de fonte de ruídos etc. -, cognitivos e
organizacionais. Neste caso, embora os designers também tenham as ferramentas
para realizar esse tipo de análise, o profissional especializado é o
ergonomista. “Não adianta mudanças no equipamento se forem mantidas formas
inadequadas de organização do trabalho que possam vir a trazer comprometimentos
físicos e mentais”, alerta a secretária geral da Associação Brasileira de
Ergonomia (Abergo), Germannya D'Garcia Silva.
Dessa forma, o fator gerador da
doença pode ser a sobrecarga de trabalho causada pela má distribuição de
tarefas ou por um quadro reduzido de funcionários, ou ainda o exercício de
múltiplas funções por operadores que não estão capacitados para isso. É
importante perceber que o uso de mobiliário e maquinário ergonomicamente
projetado e a distribuição adequada de atividades não elimina completamente os
riscos de desenvolver lesões e distúrbios. Uma forma prática de reforçar o
efeito preventivo é fazer pausas durante a jornada. “Obviamente não é adequado
ficar sentado muito tempo, inclusive o movimento é importante para ativar a
circulação. Existem exercícios que devem ser feitos a cada hora ou a cada
período que a pessoa se sentir desgastada”, defende Suzi.
Levando em consideração todas
essas variáveis, não é possível indicar uma estação de trabalho padrão para
resguardar seus usuários dos riscos de desenvolver LER/Dort, no entanto, existe
uma série de parâmetros que devem ser observados. Germannya lembra que é
fundamental que os trabalhadores sejam orientados e sigam as recomendações para
prevenir estas lesões. Cientes dos riscos e dos procedimentos para evitá-los,
os usuários poderão por conta própria adaptar muitas características do seu
ambiente laboral, reduzindo os fatores ergonomicamente inadequados.
NO COMPUTADOR
Organização
ergonômica
·
A posição do monitor deve
estar no máximo na horizontal dos olhos
·
Não deve existir reflexo na
tela (a solução é trabalhar o layout da sala, filtros só são permitidos se não
alterarem a legibilidade)
·
A tela deve possuir bom
padrão de legibilidade
·
Deve haver possibilidade de
movimentação da tela para frente e para trás (para se ajustar à acuidade visual
de cada usuário)
·
Os braços devem trabalhar
na vertical (ângulo de 70 a 80 graus)
·
Os antebraços devem estar
na horizontal e os punhos apoiados
·
O teclado deve poder ser
deslocado para frente ou para trás
·
A tela do monitor de vídeo
deve estar perpendicular à janela (para evitar reflexo).
EXERCÍCIOS
FUNDAMENTAIS
Quando estiver utilizando o computador por longos períodos,
faça pausas para alongar:
·
Punhos, antebraços e mãos:
junte as palmas das mãos à frente movendo para baixo e para cima até sentir um
alongamento suave.
·
Tríceps, parte superior dos
ombros e laterais do corpo: segure o cotovelo esquerdo com a mão direita e,
suavemente, puxe-o por trás da cabeça. Mantenha a posição por dez segundos.
Repita invertendo os lados.
·
Região inferior das costas,
lateral do quadril e pescoço: com a perna esquerda cruzada sobre a direita,
faça uma pressão constante com a mão para a direita. Ao mesmo tempo, olhe sobre
o ombro esquerdo. Faça o exercício por dez segundos e alterne os lados.
·
Parte posterior do joelho e
região inferior das costas: segure a coxa logo acima do joelho e, suavemente,
puxe a perna dobrada em direção ao tórax, por dez segundos. Repita com a outra
perna.
·
Ombros, tórax e região
superior das costas: com os dedos entrelaçados atrás da cabeça, mantenha os
cotovelos abertos para os lados. Empurre as omoplatas uma na direção da outra.
Mantenha a posição por cinco segundos.
·
Laterais do pescoço:
incline a cabeça para a lateral, mantenha-se na posição por cinco segundos e
repita alternando o lado.
·
Parte superior dos ombros e
do pescoço: puxe suavemente o braço esquerdo, por trás das costas, para baixo e
para o lado. Incline a cabeça na direção do ombro direito. Mantenha por dez
segundos e repita alternando os lados.
Disponível em <http://www.creaba.org.br/Artigo/147/Doenca-ocupacional.aspx> Acesso 7 de Nov de 2016
5.
O link abaixo
abrange sobre a importância laboral na prevenção de doenças ocupacionais por
João Ricardo Gabriel de Oliveira. O
objetivo do estudo foi verificar,
através de revisão bibliográfica, a importância da Ginástica Laboral na
prevenção de doenças ocupacionais. Para tanto, foi feito um breve histórico
sobre as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares
Relacionados ao Trabalho (DORT), assim como sobre Ginástica Laboral,
analisando-se os aspectos relacionados às LER/DORT, os diferentes métodos de
Ginástica Laboral, bem como os resultados positivos obtidos através desta
ginástica. Das evidências apresentadas por diferentes autores, ressalta-se a
importância da Ginástica Laboral no alívio das dores corporais, na diminuição
dos casos de LER/DORT, no aumento da produtividade e no maior retorno
financeiro para empresas.
Alguns dados retirados
da pesquisa:
Fica evidente,
portanto, que a Ginástica Laboral é eficiente na prevenção das doenças
ocupacionais, na melhoria da qualidade de vida do trabalhador e na diminuição
do absenteísmo. Além da redução dos acidentes de trabalho e das faltas, bem
como no aumento da produtividade, na diminuição dos gastos com assistência médica
e, consequentemente, em um maior retorno financeiro para as empresas.
O que pensa sobre a
pesquisa? Achou interessante, informativo?