terça-feira, 8 de novembro de 2016

Doenças Ocupacionais

por, Tiago Adan

1.

O vídeo abaixo irá lhe abranger, através de um monólogo apresentado pelo Dr. Jorge Manaia sobre as enfermidades LER (lesões por esforço repetitivo) e DORT ( doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho), aos quais acometem muitas pessoas em seu ambiente de trabalho. Durante o vídeo, o doutor nos apresenta um histórico da origem e das causas dessas doenças até os dias de hoje. Além disso, ele nos comenta das consequências individuais e coletivas no âmbito trabalhista que as enfermidades podem ocasionar. Diante desses fatores, o Dr. Jorge Manaia preconiza algumas dicas para sanar esses problemas.

https://www.youtube.com/watch?v=NzLrxcsv1Cc

2.

O vídeo abaixo mostra uma entrevista do repórter Leandro Amaral com o advogado Raimundo S. de Melo do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá. Na entrevista o advogado fala sobre a diferença entre acidente de trabalho e doença ocupacional. Junto a isso, ele nos apresenta seu currículo, inclusive uma de suas obras literárias  “Ações acidentárias na Justiça do Trabalho”, e também abordando da defesa da saúde do trabalhador. Conjuntamente, é explicado ao telespectador do vídeo as responsabilidades e direitos dos trabalhadores e dos empregadores diante das ocorrências das doenças ocupacionais, o que as vitimas dessas enfermidades devem fazer e a que recorrer, explanando a importância do sindicato para os trabalhadores.


3.

No município de Uberaba do estado de Minas Gerais trabalhadores do ramo químico são afetados por doenças ocupacionais. Conforme a notícia, na cidade estão instaladas grandes indústrias químicas que produzem pesticidas, agrotóxicos, fertilizantes e que possuem grande número de empregados.
Intoxicação por metais pesados encabeça a lista de enfermidades que mais prejudicam os trabalhadores. Metais como alumínio, arsênio, cádmio, chumbo, mercúrio, quando absorvidos pelo corpo humano, depositam-se no tecido ósseo e gorduroso, ocupando o lugar de minerais nobres. Liberados no organismo atacam o sistema nervoso central, provocando uma série de doenças, até mesmo o câncer.
Consta-se que, a forma de organização do trabalho, duração das jornadas, a intensidade, monotonia, repetitividade, alta responsabilidade e, principalmente, a forte pressão por produtividade, levando as pessoas para muito além dos limites saudáveis, são fatores que podem provocar distúrbios psíquicos nos trabalhadores. Modificação do humor, fadiga, irritabilidade, cansaço por esgotamento, isolamento, distúrbio do sono (falta ou excesso), ansiedade, pesadelos com o trabalho, intolerância, descontrole emocional, agressividade, tristeza, alcoolismo e falta ao trabalho são sinais de alerta para o trabalhador. Estes podem vir acompanhados de sintomas físicos, como dores (de cabeça ou no corpo todo), perda do apetite, mal-estar geral, tonturas, náuseas, sudorese, taquicardia etc. As tensões, angústias e conflitos presentes no ambiente de trabalho sobrecarregam o corpo e podem levar também a acidentes e contribuir para agravar outras doenças profissionais.
A síndrome do Carpo da doença LER, a qual se caracteriza por manifesta-se por dormências, principalmente no polegar, indicador e médio, mas que também podem ocorrer em outros pontos na mão, na qual ocorrem principalmente após a pessoa se deitar para dormir, tem como vítima mais comum os trabalhadores de linhas de montagem das indústrias.
Glauco Lima, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar), afirma: “As empresas, em sua maioria, costumeiramente, tentam descaracterizar a doença ocupacional de seu trabalhador, devido a um custo adicional com a previdência. O sindicato apoia o trabalhador para que seja reconhecido junto à empresa e à previdência. Encaminhamos para médicos e, se for necessário, também para advogados”.

Disponível em <http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SADE,77631> Acesso 7 de Nov de 2016

O que você, leitor, achou sobre a notícia?

4.

Conforme dados do CREA-BA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia), pela primeira vez desde que a Previdência Social fez o reconhecimento de um caso típico de LER/Dort como doença ocupacional, em 1987, o país exibe um perfil de decréscimo no percentual de trabalhadores atingidos. De acordo com o engenheiro Roberto Astério, membro do GT de Engenharia de Segurança do Crea-BA, essa queda lenta e constante se deve a uma maior preocupação com o treinamento em posturas corretas e na redução de atividades que sobrecarregam o sistema ósseo e muscular. Isso significa que, passo a passo, o brasileiro está começando a entender a importância da ergonomia no ambiente de trabalho. Embora muitas empresas continuem considerando elevado o investimento na adequação ergonômica, é cada vez maior o número de empreendedores que percebem que os prejuízos causados pela queda de rendimento ou afastamento de um funcionário são ainda mais significativos.
Dados do Instituto Nacional de Prevenção às LER/Dort indicam que os gastos com encargos sociais e contratação de trabalhador temporário podem chegar a R$ 89 mil, apenas no primeiro ano de afastamento. É essa percepção que tem aumentado a importância dos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de projetos de mobiliário e maquinário adaptados ao usuário e suas atividades.
"Aparentemente esse equipamento é mais caro, mas é preciso considerar que é concebido a partir de um estudo para que induza à postura adequada e é feito com material de melhor qualidade”, analisa a doutora em desenho industrial, Suzi Mariño. Ela defende que o investimento se mostra compensador quando a durabilidade do produto e o aumento de produtividade causado pela melhoria das condições de trabalho são levados em consideração. Apesar dessa consciência crescente há um ponto que precisa receber maior atenção. “Empresas e usuários pecam muito em relação ao uso do manual de instrução”, lembra Suzi, ressaltando que cada um deve fazer os ajustes necessários para sua altura, peso e medidas.
Estudo das estações de trabalho
Além da escolha por móveis e máquinas projetadas com essa preocupação, o empreendedor pode também optar por fazer toda a montagem das estações de trabalho a partir de um estudo específico que levará em consideração critérios físicos - como a iluminação do ambiente, a presença de fonte de ruídos etc. -, cognitivos e organizacionais. Neste caso, embora os designers também tenham as ferramentas para realizar esse tipo de análise, o profissional especializado é o ergonomista. “Não adianta mudanças no equipamento se forem mantidas formas inadequadas de organização do trabalho que possam vir a trazer comprometimentos físicos e mentais”, alerta a secretária geral da Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo), Germannya D'Garcia Silva.
Dessa forma, o fator gerador da doença pode ser a sobrecarga de trabalho causada pela má distribuição de tarefas ou por um quadro reduzido de funcionários, ou ainda o exercício de múltiplas funções por operadores que não estão capacitados para isso. É importante perceber que o uso de mobiliário e maquinário ergonomicamente projetado e a distribuição adequada de atividades não elimina completamente os riscos de desenvolver lesões e distúrbios. Uma forma prática de reforçar o efeito preventivo é fazer pausas durante a jornada. “Obviamente não é adequado ficar sentado muito tempo, inclusive o movimento é importante para ativar a circulação. Existem exercícios que devem ser feitos a cada hora ou a cada período que a pessoa se sentir desgastada”, defende Suzi.
Levando em consideração todas essas variáveis, não é possível indicar uma estação de trabalho padrão para resguardar seus usuários dos riscos de desenvolver LER/Dort, no entanto, existe uma série de parâmetros que devem ser observados. Germannya lembra que é fundamental que os trabalhadores sejam orientados e sigam as recomendações para prevenir estas lesões. Cientes dos riscos e dos procedimentos para evitá-los, os usuários poderão por conta própria adaptar muitas características do seu ambiente laboral, reduzindo os fatores ergonomicamente inadequados.

NO COMPUTADOR
Organização ergonômica

·         A posição do monitor deve estar no máximo na horizontal dos olhos
·         Não deve existir reflexo na tela (a solução é trabalhar o layout da sala, filtros só são permitidos se não alterarem a legibilidade)
·         A tela deve possuir bom padrão de legibilidade
·         Deve haver possibilidade de movimentação da tela para frente e para trás (para se ajustar à acuidade visual de cada usuário)
·         Os braços devem trabalhar na vertical (ângulo de 70 a 80 graus)
·         Os antebraços devem estar na horizontal e os punhos apoiados
·         O teclado deve poder ser deslocado para frente ou para trás
·         A tela do monitor de vídeo deve estar perpendicular à janela (para evitar reflexo).


EXERCÍCIOS FUNDAMENTAIS

Quando estiver utilizando o computador por longos períodos,
faça pausas para alongar:
·         Punhos, antebraços e mãos: junte as palmas das mãos à frente movendo para baixo e para cima até sentir um alongamento suave.
·         Tríceps, parte superior dos ombros e laterais do corpo: segure o cotovelo esquerdo com a mão direita e, suavemente, puxe-o por trás da cabeça. Mantenha a posição por dez segundos. Repita invertendo os lados.
·         Região inferior das costas, lateral do quadril e pescoço: com a perna esquerda cruzada sobre a direita, faça uma pressão constante com a mão para a direita. Ao mesmo tempo, olhe sobre o ombro esquerdo. Faça o exercício por dez segundos e alterne os lados.
·         Parte posterior do joelho e região inferior das costas: segure a coxa logo acima do joelho e, suavemente, puxe a perna dobrada em direção ao tórax, por dez segundos. Repita com a outra perna.
·         Ombros, tórax e região superior das costas: com os dedos entrelaçados atrás da cabeça, mantenha os cotovelos abertos para os lados. Empurre as omoplatas uma na direção da outra. Mantenha a posição por cinco segundos.
·         Laterais do pescoço: incline a cabeça para a lateral, mantenha-se na posição por cinco segundos e repita alternando o lado.
·         Parte superior dos ombros e do pescoço: puxe suavemente o braço esquerdo, por trás das costas, para baixo e para o lado. Incline a cabeça na direção do ombro direito. Mantenha por dez segundos e repita alternando os lados.



Disponível em <http://www.creaba.org.br/Artigo/147/Doenca-ocupacional.aspx> Acesso 7 de Nov de 2016

5.

O link abaixo abrange sobre a importância laboral na prevenção de doenças ocupacionais por João Ricardo Gabriel de Oliveira.  O objetivo do estudo foi verificar, através de revisão bibliográfica, a importância da Ginástica Laboral na prevenção de doenças ocupacionais. Para tanto, foi feito um breve histórico sobre as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), assim como sobre Ginástica Laboral, analisando-se os aspectos relacionados às LER/DORT, os diferentes métodos de Ginástica Laboral, bem como os resultados positivos obtidos através desta ginástica. Das evidências apresentadas por diferentes autores, ressalta-se a importância da Ginástica Laboral no alívio das dores corporais, na diminuição dos casos de LER/DORT, no aumento da produtividade e no maior retorno financeiro para empresas.
Alguns dados retirados da pesquisa:







Fica evidente, portanto, que a Ginástica Laboral é eficiente na prevenção das doenças ocupacionais, na melhoria da qualidade de vida do trabalhador e na diminuição do absenteísmo. Além da redução dos acidentes de trabalho e das faltas, bem como no aumento da produtividade, na diminuição dos gastos com assistência médica e, consequentemente, em um maior retorno financeiro para as empresas.



O que pensa sobre a pesquisa? Achou interessante, informativo?

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