Segurança no trabalho na indústria de construção civil
A falta de planejamento, utilização de mão-de-obra desqualificada e imprudência são preocupações constantes das pessoas que trabalham no ramo da construção civil. As 7 principais acidente são:
1. Acidentes de trabalho mais comuns na construção civil: limpando o terreno e montando gabarito.
A limpeza ou preparação do
terreno exige diversos cuidados para
evitar:
Picadas de insetos e bichos peçonhentos,
como por exemplo aranhas ou, dependendo da localização, até mesmo cobras.
Lesões causadas pelo contato com a vegetação
do terreno, como galhos, farpas, folhas serrilhadas ou plantas tóxicas.
Quedas provocadas por desníveis.
Tropeções ou torções provocadas pela
irregularidade do terreno.
Na montagem do gabarito, é comum a
utilização de martelos para pregar estacas. Isso por si só já acaba
amplificando a possibilidade de um acidente. Também pelo contato físico com os
gabaritos, farpas na pele e arranhões são bem comuns nessa fase. Queimaduras de
sol também podem ocorrer por causa da exposição excessiva, tanto nessa fase
como nas duas fases a seguir.
2. Acidentes de trabalho mais comuns na construção civil:
montagem do barracão e levantamento topográfico.
Montar um barracão exige manuseio e
transporte de materiais leves ou pesados, o que pode causar impactos físicos. A
frequente utilização de serrotes e a presença constante de pregos não-rebatidos
nessa fase pode causar perfurações. Como trata-se de uma estrutura a ser
montada, deve-se tomar cuidado também com quedas de escadas. O ajuste do tripé
do teodolito e/ou da mira, no momento de levantamento topográfico, pode causar
quedas em diversos níveis. Não raro, há prensagem de dedos na montagem e no
transporte dos equipamentos.
3. Acidentes de trabalho mais comuns na construção civil: Deslocamentos
Essa ainda é uma fase de muitas quedas, pois
o terreno ainda é irregular. Impactos físicos também são comuns, sejam
contra objetos físicos ou em transporte. Esses também podem causar pequenas
perfurações ou cortes. No próximo post, vamos falar dos acidentes
de trabalho mais comuns na construção civil após o início das
atividades de obras, a começar pela escavação. Fique de olho.
Acidentes de Trabalho na Construção Civil: escavação e transporte de
terra.
Na fase de escavação, seja ela
manual ou mecânica, ainda podem ocorrer quedas e tropeções, pois o terreno
ainda é bastante irregular, além de cortes ou escoriações. O esforço físico
continuado que essas fases demandam também levam a dores lombares,
especialmente na fase de transporte de terra, em que se faz uso contínuo do
carrinho de mão.
A poeira
também é inevitável, uma vez que se está remexendo constantemente a terra,
levando a irritações nos olhos e ouvidos.
Acidentes de Trabalho na Construção Civil: feixes,
vergalhões e estacas.
Não se começa uma obra sem
feixes, vergalhões e estacas. Disso decorrem muitos acidentes, desde pensamento
de dedos no manuseio das ferragens até corte e perfurações nos arames de
amarração. São materiais pesados, de forma que também podem causar dores no
corpo.
Cravar estacas, sejam metálicas
ou pré-moldadas em concreto, causa um imenso ruído de impacto causado pelo
bate-estaca, podendo provocar lesões nos ouvidos. Também não é rara a
ocorrência de impactos corporais ao se posicionar as estacas na torre ou, no
caso de estacas metálicas, quando as soldas se rompem, fazendo-as tombar.
Acidentes de Trabalho na Construção Civil:
Concretagem.
A preparação de torres de
concreto exige o uso de serra, o que pode ocasionar cortes. Pregos
não-rebatidos e lascas de madeiras também podem levar a perfurações. Montar e
transportar uma forma de concreto exige grande esforço muscular, podendo levar
a lesões, tropeções e impactos corporais. O ajuste de fôrmas não raro ocasiona
prensa dos dedos.
A
montagem dos escoramentos metálicos – ou de madeira – para suportar as vigas e
lajes pode levar a quedas durante o encunhamento, especialmente se o
trabalhador estiver sozinho na tarefa. E apertar os grampos e fixação pode
esfolar as mãos.
Concretar significa dispor um
considerável número de pessoas em um espaço reduzido. Junte a isso a pressa
decorrente da rapidez do processo, que acaba passando na frente da segurança.
Além de quedas e choques corporais decorrentes desse processo, ocorrem
respingos de concreto no rosto dos trabalhadores. O deslocamento sobre as
ferragens e a movimentação dos mangotes também podem ocasionar quedas de
trabalhadores ou de baldes.
Betoneiras preparando concreto
acarretam nuvens de poeira que acabam atingindo os olhos – o que também se
observa no caso de preparação de argamassas em canteiros de obras – além de
provocar quedas de materiais nos trabalhadores e até choques elétricos no caso
de fiações expostas.
Acidentes de Trabalho na Construção Civil:
eletricidade.
Choques elétricos ocorrem se o
trabalhador tiver contato com o fio fase (baixa tensão). As garras dos alicates
e emprego de chaves de fenda para ajustes de orifícios de saída de conduítes
podem causar lesões e perfurações nos dedos dos trabalhadores.
Lesões e
cortes também ocorrem ao se introduzir condutores elétricos nos eletrodutos e
ao desencapá-los.
Instalação de transformadores e
painéis elétricos sempre ocorrem em espaços limitados e a movimentação de
materiais nesse espaço precisa ser feita com muito cuidado. As chapas de metal
e os transformadores não raro levam a cortes nos antebraços.
Onze pessoas morreram em acidentes nos canteiros de obras da Rio 2016
RIO — Desde o início das obras voltadas para os Jogos Olímpicos de 2016, 11 trabalhadores morreram em acidentes durante o serviço, nos canteiros das construções espalhados pela cidade. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (25) pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro. O órgão publicou um balanço das fiscalizações que faz há pelo menos quatro anos nas obras realizadas para a competição, que começa em agosto deste ano. Em Londres (sede dos Jogos Olímpicos de 2012), por sua vez, não houve acidentes fatais. O número também supera o total de oito mortes registrado em canteiros da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Referencias:
Disponível em <http://oglobo.globo.com/rio/onze-pessoas-morreram-em-acidentes-nos-canteiros-de-obras-da-rio-2016-19159891> Acesso 7 de Nov de 2016

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